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FILOSOFIA DE AÇÃO

Um dos compromissos mais relevantes assumidos pelo CRAERJ é sinalizar claramente para a sociedade em geral, e para os profissionais da área de saúde em particular, a existência de dois campos distintos de conhecimento:

São duas racionalidades médicas distintas, ou seja dois distintos sistemas médicos, ambos estruturados em seis dimensões fundamentais:

Isto implica na necessidade de percepção da Medicina Tradicional Chinesa como um sistema integrado abrangendo estas seis dimensões e numa persistente preocupação em estar consciente, na prática clínica, em qual e com qual sistema se está trabalhando.

Para o acupunturista, implica, conseqüentemente, na obrigação de utilização das categorias e do modo de pensar próprios da Medicina Tradicional Chinesa.

Assim, a anamnese, o diagnóstico, os princípios de tratamento e o procedimento terapeutico devem ser compreendidos, desenvolvidos e expressos de acordo com as categorias e a lógica própria da Medicina Tradicional Chinesa.

Implica dizer que a denominação e as funções dos pontos de acupuntura, dos canais e colaterais, dos sinais de desarmonia e desequilíbrio, da leitura ou da avaliação da pessoa e dos procedimentos adotados devem ser compreendidos e expressos através da “lógica” e dos termos da Medicina Tradicional Chinesa.

O CRAERJ vem sendo cauteloso em relação a ambiguidade conceitual e a atual “mistura” que é feita entre esses dois campos distintos de saber. Resgatar a visão tradicional da Medicina Chinesa, através da utilização dos conceitos fundamentais, dos valores, dos postulados básicos e da terminologia própria e adequada, constitui em importante missão do CRAERJ. Daí a extrema importância de conhecermos a cosmologia daoista que embasa o pensamento da Medicina Tradicional Chinesa.

Entendemos que, para compreender e praticar correta e eficazmente a Acupuntura, é necessário que estejamos cada vez mais imersos no campo da Medicina Chinesa e na sua forma própria e rica de compreender e expressar o universo humano.

Outra preocupação do CRAERJ é disseminar a ênfase na singularidade do paciente, visto como um indivíduo com uma configuração energética própria e formas pessoais de adoecimento e de recuperação de sua saúde.