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PRECEPTOR, MENTOR, TUTOR OU FACILITADOR? QUAL SUA ESCOLHA?

 

A INICIATIVA


O CRAERJ está desenvolvendo uma nova iniciativa na qual está promovendo uma aproximação entre seus Associados, e eventuais outros interessados, com outros Acupunturistas mais experientes que possam atuar como preceptores, mentores, tutor ou facilitadores em questões ligadas às práticas do campo da Acupuntura e Medicina Chinesa.

A Diretoria Executiva já entrou em entendimentos com alguns nomes no campo da Medicina Chinesa no Rio de Janeiro que aceitaram nossa proposta de que compartilhem sua experiência, na forma de preceptores, mentores ou facilitadores, em reuniões particulares com os interessados, as quais poderão tomar a forma que lhes pareça mais conveniente. Por exemplo, 2 horas por semana, toda semana. Ou então, 8 horas num único dia, uma vez por mês.
Os grupos não devem ultrapassar de 8 a 10 pessoas por grupo.

O CRAERJ atua apenas divulgando e colocando as partes em contato, nada cobrando ou recebendo por este serviço. O avanço da qualificação dos nossos Associados e dos acupunturistas em geral é nossa recompensa.


OS TEMAS

Estas reuniões poderão ter vários conteúdos e formatos, entre os quais:

 

OS ORIENTADORES

Apresentamos, a seguir, uma lista de Acupunturistas, em ordem alfabética, com os quais a Diretoria Executiva do CRAERJ estabeleceu entendimentos, bem como uma síntese de suas qualificações, os temas de seus interesses e endereços de e-mail e telefones para os contatos individuais dos interessados.

O CUSTO PARA O INTERESSADO

O custo para os interessados será negociado entre os participantes. A única condição é que os Associados do CRAERJ em dia com sua Anuidade, comprovada através de sua Carteira de Identidade Profissional do CRAERJ, tenham um desconto de 25% (vinte e cinco porcento) sobre o preço cobrado aos não-associados.

 

AFINAL? PRECEPTOR, TUTOR, MENTOR OU FACILITADOR

Historicamente, profissionais mais experientes que se ocupam da formação médica vêm recebendo diferentes denominações, entre as quais preceptor, supervisor, tutor e mentor.
Em seu artigo “Preceptor, supervisor, tutor e mentor: quais são seus papéis?”, publicado na Revista Brasileira de Educação Médica, (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-55022008000300011&script=sci_arttext), Sérgio Henrique de Oliveira Botti; Sérgio Rego, da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil, consideram que “a principal função do preceptor é ensinar a clinicar, por meio de instruções formais e com determinados objetivos e metas. Entre as suas características marcantes devem estar o conhecimento e a habilidade em desempenhar procedimentos clínicos. Nesse sentido, o preceptor se preocupa principalmente com a competência clínica ou com os aspectos de ensino-aprendizagem do desenvolvimento profissional, favorecendo a aquisição de habilidades e competências pelos recém-graduados, em situações clínicas reais, no próprio ambiente de trabalho. É importante lembrar, ainda, que as avaliações formais fazem parte também da preceptoria.”

Ainda, segundo estes autores, “o preceptor deve ter a capacidade de integrar os conceitos e valores da escola e do trabalho, ajudando o profissional em formação a desenvolver estratégias factíveis para resolver os problemas cotidianos da atenção à saúde.” O preceptor poderia ter, “além da função de ensinar, as de aconselhar, inspirar e influenciar no desenvolvimento dos menos experientes. Muitas vezes, os preceptores servem de modelo para o desenvolvimento e crescimento pessoal dos recém-graduados e, ainda, auxiliam na formação ética dos novos profissionais durante determinado período de tempo.”

Essas últimas funções do preceptor em muito se assemelham às funções típicas de um mentor e se confundem com elas.

Os autores esclarecem que o tutor era uma figura comum nas diversas universidades do Reino Unido. Nesse sistema inglês, o tutor se responsabiliza por ensinar e orientar, tendo o objetivo de zelar pelo cumprimento do programa do curso, além de buscar as metas pessoais do aluno. O tutor orienta, ensina, ajuda na busca de conhecimento e tem também papel importante como avaliador. Pode trabalhar com um aluno individualmente ou com um grupo pequeno de alunos. . No campo da medicina ocidental contemporânea, denomina-se tutor aquele que orienta a formação de profissionais já graduados e que atuam no sistema de saúde. Na Espanha, o tutor - geralmente um médico mais experiente -, além de competência clínica e da capacidade de ajudar a aprender a aprender, precisa ter compreensão da prática profissional em sua essência e estimular o desenvolvimento pessoal. Espera-se que ele dê conselhos, atuando também como guia e modelo. Na pós-graduação, o tutor tem ainda o importante papel de avaliar o médico residente, o que mostra a assimetria da relação estabelecida entre este e seu tutor.

BOTTI e REGO afirmam que vários autores “incluem, entre as funções do mentor, estimular o desenvolvimento ético e moral. O mentor permite que o jovem aprenda muito sobre o ambiente no qual está começando a entrar, assim como sobre prioridades, costumes, modelos e líderes, instituições e estruturas que fazem parte da vida profissional. Com isso, o mentor assume importante papel na trajetória pessoal e profissional do formando. Mas podemos considerar que atuar no desenvolvimento pessoal desse jovem profissional pode ser uma atividade que vai muito além do ofício de mentor. Este pode apresentar ao neófito as características, personagens, regras e normas, dificuldades e os mais variados caminhos do mundo do trabalho. Isso contribui para o desenvolvimento da identidade profissional do mais jovem. Mas, considerando que desenvolvimento pessoal e profissional se distinguem, embora não se separem, e que o último pode ser apenas um dos componentes do primeiro, acreditamos que o mentor deveria atuar apenas na parte profissional do desenvolvimento pessoal, o que não quer dizer que atue apenas na formação técnica.”

Para os citados autores, “o mentor é aquele que se relaciona com o jovem "mentoreado" fora de seu ambiente imediato de prática profissional. Sua ação também se dá por um período longo de tempo e atravessa diferentes fases de interação. Os encontros podem ser coletivos ou particulares, confidenciais, com pouca formalidade, e não objetivam apenas o progresso clínico, numa relação de colaboração que exige alto grau de compromisso fora do cenário de prática e do ambiente de trabalho. Essa relação é assimétrica, porém não é hierárquica (nenhuma parte tem poder sobre a outra) e tem, então, os objetivos amplos de desenvolvimento pessoal e profissional, progressão na carreira, melhoria na prática clínica e no desempenho acadêmico. É uma relação centrada menos nos problemas e mais nos desafios e tarefas cotidianas, características da fase de desenvolvimento pessoal e profissional na qual se encontra o jovem em formação. O mentor não tem a função de avaliador e, embora dê conselhos, possibilita ao mais jovem andar sozinho. O significado crucial do termo mentor está ligado à relação de suporte entre um profissional mais maduro e experiente, e outro, em formação ou recém-chegado à profissão. Esses dois profissionais, com diferentes idades, personalidades, estágios de vida e status profissional, desenvolvem, por certo período de tempo, uma relação que vai acrescentar conhecimentos e capacidade de tomada de decisões à história de ambos.”

O conceito de facilitador, muito comum hoje em dia na divulgação de eventos, numa linguagem não acadêmica, não foi tratado pelos autores acima. Pode-se imaginar quais seriam suas funções para contrastar com as demais apresentadas.

Estes conceitos de preceptor, tutor, mentor e facilitador poderão servir como um referencial nas discussões dentro dos futuros grupos para enriquecer suas visões sobre o tipo de apoio que desejam de seus colegas mais experientes.