RACIONALIDADE MÉDICA
O conceito de “Racionalidade Médica” tem se demonstrado extrememente útil para a compreensão e a aceitação da existência de múltiplos sistemas complexos de atendimento à saúde no mundo. Entre estes destacam-se: a Medicina Ocidental Contemporânea ou Biomedicina ou Medicina Alopática; a Medicina Tradicional Chinesa; a Ayuerveda; a Medicina Tradicional Árabe; a Medicina Tibetana; a Medicina das várias nações indígenas da América do Sul e do Norte; a Homeopatia da Índia e da Inglaterra etc.
Este conceito foi desenvolvido por Professora Madel T. LUZ PhD, dentro da Linha de Pesquisa “Racionalidades Médicas: Estudo Comparativo da Medicina Ocidental Moderna, da Medicina Tradicional Chinesa, da Medicina Ayurvédica e da Homeopatia”, por ela coordenada, no Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, desde 1992.
“Racionalidade Médica” deve ser entendido como um conceito operacional ao estilo de um tipo ideal weberiano, que estabelece que toda racionalidade médica supõe um sistema complexo, simbólico e empiricamente estruturado em seis dimensões fundamentais:
Todo sistema médico complexo seria, portanto, uma racionalidade médica desde que se constitua nas seis dimensões.
Dentro da Linha de Pesquisa “Racionalidades Médicas", destacam-se as seguintes publicações:
Artigo: Racionalidades Médicas: Medicina Tradicional Chinesa, de Daniel Luz, publicado na Série Estudos em Saúde Coletiva, n° 72, 1993;
Relatórios anuais da Linha de Pesquisa Racionalidades Médicas abordando questões da Medicina Chinesa, desde 1991;
Dissertação de Mestrado: Da Panacéia Mística à Especialidade Médica. A Construção do Campo da Acupuntura no Brasil, 1997, de Marilene Cabral do Nascimento;
Artigo: WÚ JÍ: Primeiros Contatos com as Representações da Cosmogonia Daoísta na Medicina Chinesa, de Dennis W. V. Linhares Barsted e Madel T. Luz, publicado na Série Estudos em Saúde Coletiva n° 200, 2000;
Tese de Doutorado: WÚ JÍ: O Vazio Primordial. Cosmologia Daoísta e Medicina Chinesa, 2003, de Dennis W. V. Linhares Barsted;
Tese de Doutorado: Entre a Conversão e o Ecletismo: de como médicos ocidentais tornaram-se ‘çhineses’, 2003, de Maria Inês Nogueira.
Há ainda outros textos aguardando publicação, entre eles:
A Grama é Verde? Linguagem e Pensamento na Medicina Clássica Chinesa, de Dennis W. V. Linhares Barsted, a ser publicado na Série Estudos em Saúde Coletiva;
Coletânea “As Duas Faces da Montanha, estudos sobre Medicina Chinesa e Acupuntura”, organizada por Marilene Cabral Nascimento, publicada pela editora HUCITEC, em 2006;
Artigo: SHÉN 神: Categoria Estruturante da Racionalidade Médica Chinesa, de Claudia S. Ferreira e Madel T. Luz, publicado na Revista Ciência e Saúde de Manguinhos, vol.14, n.3.
Dissertação de Mestrado: SHÉN 神: Categoria Estruturante da Racionalidade Médica Chinesa, de Claudia S. Ferreira, 2007.
Artigo: Nutrindo a vitalidade; a promoção da saúde na Medicina Chinesa, de Eduardo F. A. A. Souza e Madel Luz, publicado em Estudos em Saúde Coletiva, v. 223, 2008;
Tese de Doutorado: Nutrindo a Vitalidade, questões contemporâneas sobre Racionalidade Médica Chinesa e seu desenvolvimento histórico cultural, de Eduardo F. A. A. Souza, 2008.
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